Ensino Médio

 

“Porque eu só preciso de pés livres,

de mãos dadas,

e de olhos bem abertos.”

(João Guimarães Rosa)

 

Na escola Waldorf, o Ensino Médio é elaborado de forma a atender as reais necessidades de um jovem, que vão muito além de um aprendizado teórico. É o momento em que o jovem expande sua capacidade de pensar, tornando-se cada vez mais aberto às ideias do mundo e mais autônomo em suas próprias ideias. Para o jovem, o mundo agora se torna um grande enigma a ser desvendado, em todas as áreas de conhecimento, e para o qual sente a necessidade de um preparo consistente e amplo, que lhe dê as ferramentas certas para cada tarefa da vida.

Nosso Ensino Médio, assim, procura abranger o amplo espectro de buscas que o jovem agora apresenta. Para isso, a variedade de áreas de ensino assim como a qualidade de aprofundamento que se estabelece em cada matéria a partir de um modelo metodológico único, fazem da escola Waldorf um vasto campo de pesquisas para esse jovem que emerge para a vida adulta. Importa-nos, em essência, permitir ao jovem, através do conhecimento que o homem produziu, o encontro consigo mesmo e com seu ideal de futuro.

O currículo do Ensino Médio, dessa forma, oferece, a cada ano, a múltipla possibilidade de o jovem desenvolver suas perguntas e mover-se em busca de respostas. A singularidade do método no ensino das Ciências, a abertura ao pensamento próprio nas Humanidades, a riqueza expressiva dos vários campos artísticos, proporcionam ao aluno a chance de satisfazer suas inquietações e criar, a partir do que lhe é demonstrado, perguntas significativas para si e para o mundo.

Desenvolver o pensar, em nossa escola, envolve, portanto, habilitar o jovem a elaborar um pensamento próprio, de profundo calor humano, que lhe dê olhos para entender e atuar no mundo, em qualquer âmbito da vida, com liberdade para si e responsabilidade com o outro.

 

As Classes

“Saber não é suficiente, temos que aplicar; querer não é suficiente, temos que fazer.”

(Johann Wolfgang von Goethe)

 

Nosso Ensino Médio tem início no 9º ano (oficialmente, último ano do Ensino Fundamental), momento em que a classe passa a ser conduzida por um professor-tutor, que terá o papel de auxiliar os alunos a desenvolverem seu caminho de autonomia para a idade adulta. Nessa faixa, os estudantes são estimulados a buscar novas referências, reconhecendo o mundo através da prática da Agricultura e visualizando ideais no estudo de grandes biografias. A polaridade vivenciada por esses jovens irá refletir em todo o currículo, dando sentido a seus questionamentos, mesmo que ainda em processo de amadurecimento.

No 10º ano os alunos já são capazes de entender o mundo comparativamente, de medi-lo, na Agrimensura, de discutir o arcaico e o moderno na História e na Literatura. As oposições agora querem ser complementares, querem verificar a mecânica dos fatos, como na Física, ou a dinâmica dos fenômenos atmosféricos, como na Geografia.

No 11º ano a maturidade intelectual e a disposição afetiva se mostram mais acessíveis e permitem a abertura de novas portas para o conhecimento através de Estágios Sociais, de discussões éticas das Ciências e Filosofia, do estudo literário de obras de profundo significado para o jovem. A autoconsciência e a consciência social se juntam para proporcionar ao jovem uma relação com o mundo que se paute pela ética e construção de valores.

No 12º ano, último do Ensino Médio, o Teatro, desenvolvido integralmente pelos alunos, põe em prática seus saberes sociais, técnicos e artísticos. Uma visão panorâmica da aprendizagem lhes é agora oferecida, permitindo-lhes um olhar completo e crítico sobre os conteúdos de ensino e sobre o próprio processo de conhecimento. O Trabalho de Conclusão de Curso, cujo tema é escolhido pelo aluno, é a síntese acadêmica de seus anos de estudo.

 

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